Apresentação
do livro Cantos e Desencantos...A Poesia de Ivanir Ivanir Pineda Sanches, artista plástica e presidente do NACNE-Núcleo de Arte e Cultura Nova Era, apresenta-nos seu primeiro trabalho poético Cantos e Desencantos. Aquilo que se faz com os olhos da alma, é por si só um trabalho de relevante mérito, pois que se juntam espírito e realidade a serviço de uma nobre causa - no caso, a poesia. E é nesse sentido que devemos ler e apreciar este primeiro poemário da autora, cujos versos são tingidos com os corantes da sua alma de artista. "Gosto da chuva... Gosto do sabor de lembranças que ela carrega nas tranças despencadas das nuvens que passam..." ver é mais do que enxergar. E Ivanir vê. E vendo, descreve-nos seus momentos líricos, passionais, seus momentos de tédio, de insatisfação, de questionamentos, as suas horas de misticismo cósmico nas quais invoca, agradece, intercede e interpela a uma Unidade-Suprema na qual percebe-se que acredita. Há notas de melancolia, de alegrias, de novos propósitos, de tempos marcados pela esperança e pelo desamor - "Nuvens negras/Raios, tempestades/cada dia uma agonia/Almas pela metade.", por despedidas e por alvissareiras chegadas, como em "Feriado Nacional". Na ânsia de acertar, Ivanir vai escoando seu tempo cronológico na magia dos versos que, de tão intimistas e verdadeiros, dão-nos a nítida sensação de convivermos na particularidade de cada instante. Enfim, "Cantos e Desencantos" revela-nos uma alma sonhadora, mística, indagadora, sempre pronta a desfrutar da vida o que ela lhe quiser ofertar, mas de temperamento igualmente forte para retemperar as esperanças com o sal de cada dia. "Ainda que eu seja a última romântica e da Terra a mais solitária poetisa a espalhar fé Quando a morte vier me entoar sua última cantiga a realidade dos meus versos me conservará de pé..." Parabéns para Ivanir que se fez poeta. Débora Novaes de Castro - São Paulo, junho/1988 "Ivanir é um Ser Iluminado que com sua prosa e versos nos presenteia com os fragmentos de sua Luz" - Ires Daguia Weigert, Curitiba, setembro de 1989 "Ao ler as poesias de Ivanir, eu as vejo surgindo dos abismos mais profundos e sensíveis da alma humana. É ela mesma, mistério dos mistérios..." - Alex Madruga - Rio de Janeiro, maio/89 "Pintar ou escrever Ivanir fica tão difícil ... como tocá-la ao violino. Nesta obra Ivanir consegue tocar, pintar, enfim, materializar da maneira mais sensível e palpável as emoções e sentimentos que a rodeiam. Destreza e equilíbrio qual Ivanir expõe seus pensamentos é como o nascer do sol, simplismente lindo... e muito difícil de explicar!" Gil Gândara , São Paulo, julho/1989 "Ivanir é dotada de imensa energia e consegue com muita habilidade e extraordinário encanto, transmitir através de seus poemas, seus desencantos pelo sofrimento tanto de uma Nação, quanto de seu coração ardente, assim como, transmite com maestria em suas telas, incomparável sensibilidade e criação." Ruth Rodrigues Fão, São Paulo, agosto de 1989. "Toda criação é liberdade". "Toda criação é um enigma". "Quaisquer que sejam os seus meios, sejam quais forem as suas formas, a criação artística tenta sempre aparentar-se ao que se recusa a deixar-se penetrar e reduzir, a submeter-se à explicação: Escreve-se para escrever e para ter escrito. A criação é um impulso indomável, não uma atividade que objetivos e razões justifiquem.O artista empresta seu corpo ao mundo e emprestando seu corpo é que o poeta transforma o mundo em poesia e o pintor transforma o mundo em pintura. A obra oferece-se aos olhares. Ela é manifestação, palavra. Se não é para outrem que ela é feita, ela é, no entanto, inseparável desse outro, e a ele se entrega. Assim é a poesia de Ivanir, a síntese de seu mundo-vivido, sentimentos, sonhos, lembranças e saudades." - Ismael Assumpção - São Paulo, primavera de 1989. |
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