ARTE DA NOVA ERA





ou artista da Nova Era ?

Pensar em um estilo de arte, novo e revolucionário, é, e sempre foi, um pensamento eternamente presente na inspiração do artista. Desde os tempos imemoriais da pré-história o homem vem expressando seus sentimentos, suas críticas, seus amores e temores através de cores, símbolos e formas. A busca de novas expressões plásticas tem seu registro nos movimentos que se desencadearam através dos tempos: as grandes obras acadêmicas nos deixaram o registro das paisagens inimitáveis da natureza enquanto a máquina fotográfica não existia; os impressionistas nos disseram que o importante era a emoção da primeira impressão à vista de um modelo; Da Vinci estudou anatomia para conceber a perfeição das formas e proporções do corpo humano; e mais recentemente os artistas se libertaram das formas, decompondo-as em traços, transparências, figuras geométricas; sombras difusas da realidade expressadas em abstratos, como a destruição do real para a construção de sensações intangíveis, impalpáveis, visíveis apenas aos olhos versados em verdades moldadas apenas para a visão de uns poucos mortais. Com o avanço tecnológico, hoje, temos acesso à Arte virtual. Estaríamos chegando a um mundo cibernético onde a Arte estaria confinada à memória da máquina e não ao coração humano ? Não creio.

Creio sim, que as grandes paisagens acadêmicas, as naturezas mortas, as flores, os casarios, os retratos, continuarão a ter lugar no cenário artístico plástico mundial, assim como os geométricos, impressionistas, abstratos, cubistas,... Discípulos de Picasso, Da Vinci, Van Gogh, Mabe , Aldemir Martins e tantos outros se alternarão nas paredes das galerias, museus, saguões de grandes projetos arquitetônicos e nas paredes das nossas casas. O que deverá nortear a Arte da Nova Era não será um estilo primando pela originalidade, mas sim a vibração que emanará de cada obra concebida.

Temos conhecimento da existência da fotografia Kirlian que registra a aura humana e através dela muitas doenças físicas e mentais podem ser detectadas. Sabemos também que as cores registradas na aura determinam o estado emocional da pessoa como se fosse um termômetro a medir suas vibrações interiores. Imagino então que um artista que vibre de forma negativa registrará em suas obras, impressões pouco salutares aos observadores, enquanto que o artista que vibre de forma positiva impregnará suas obras de harmonia e tranqüilidade, entusiasmo e tenacidade. Em conseqüência, se sabemos que o espírito precede a matéria e conhecemos a Lei de Causa e Efeito, devemos, enquanto artistas, nos esforçar para evoluir em nossos sentimentos, mudar o rumo de nossos objetivos materiais e buscar a elevação espiritual para podermos transmitir em nossas obras aquilo que de melhor semeamos em nosso interior. O sucesso será uma conseqüência natural, pois estará dentro da Verdade, expressará o bem e em qualquer estilo ou técnica que for concebido expressará Beleza de gosto universal. Portanto, acredito que não haverá simplesmente a Arte da Nova Era, mas sim, o artista da Nova Era.
- Ivanir Pineda Sanches

Artigo publicado na Revista da Fundação Mokiti Okada