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PREFÁCIO |
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Há milênios o homem vem se perguntando de onde vem, para onde vai e por que existe. Das cogitações surgiram inúmeros filósofos que fizeram Escolas mas pouco ou quase nada se esclareceu. Será mesmo necessário saber de onde viemos ? Será de primordial importância saber para onde vamos depois do sono profundo a que chamamos morte? Por que perguntamos ? Por que temos necessidade de saber ? Será medo do desconhecido. Será simples curiosidade ? Ou será apenas o germinar de em impulso em nosso ser mais profundo que assim como o broto de uma semente rompe a terra para encontrar a luz, desejamos romper a barreira de silêncio que nos separa do enigma do princípio para vislumbrar seus mistérios e segredos ? Observando a vida e os seres humanos percebemos que a cada um é dada uma característica particular em termos de vivência pessoal, desejos de realização, capacidade de criar, construir, explorar. Em todos os povos, entre todas as raças, os homens se dividem e se agrupam em torno de um ideal, de um trabalho e de um objetivo que os torna semelhantes e os faz ímpares em suas obras. A busca constante de novas conquistas ajuda o homem a crescer e a se aperfeiçoar delegando à sua comunidade, por menor que seja a sua obra, progresso e prosperidade. Em relação à Arte, por maiores que sejam as dificuldades, aqueles que se entregam ao processo criativo, sempre encontram uma forma de executar seu trabalho, e, nesse afã de superar as próprias marcas conquistadas, vão crescendo em inspiração, evoluindo em técnicas e superando objetivos. Particularmente tenho observado o desenvolvimento dos artistas através das mostras que promovemos no Núcleo de Arte e Cultura Nova Era e percebo em seus trabalhos, marcas que se aprofundam , desvelando suas almas sensíveis e espíritos envolvidos em nobres ideais. Em paralelo, observo os visitantes que se comovem e sensibilizam ante as obras apresentadas. É uma relação biunívoca, artista-observador, onde uma corrente vibratória une a ambos na mesma emoção, nos mesmos sentimentos, na mesma energia. Longe de responder às indagações que palpitam no espírito humano há milênios, arrisco uma opinião baseada em minhas observações. A missão da Arte vai além do senso estético ou decorativo. Quando elaborada por artistas de sentimentos puros que vibram interiormente paz e harmonia, que têm a solidariedade expontânea para com seus pares, a natureza, o amor e a vida, é uma peça de inigualável poder de elevação, harmonização e vivificação dos ambientes que decoram e dos espíritos que as observa. Não seria este o sentido da vida ? Cada qual cooperando com os seus dons pessoais para a construção de um mundo mais humano, mais belo, mais solidário ? Acredito que a interação dos seres humanos em ideais nobres e elevados os levarão à conquista de suas respostas pessoais e ao entendimento das nossas origens primevas, assim como ao destino que nos espera além dos horizontes da vida terrena. Por acreditar na missão da Arte, como um instrumento inigualável na construção de um mundo melhor e por saber da importância que representa ao artista ser catalogado é que apresento agora a Edição 1997 do Catálogo Brasileiro das Artes Plásticas. Que esta obra possa acrescentar aos artistas catalogados forças para levar avante seus ideais e inspirações ímpares para suas futuras criações. Ivanir Pineda Sanches Setembro 1997
(Presidente
do Núcleo de Arte e Cultura Nova Era) |
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